Cuidados com a saúde auditiva

Apesar da audição ser um dos sentidos mais importantes para os seres humanos, a perda auditiva é uma das deficiências mais comuns no mundo todo, é o que diz a OMS (Organização Mundial de Saúde).

Conforme o Censo de 2010, realizado pelo IBGE, considerando somente quem possui grande ou total dificuldade, as pessoas com deficiência auditiva representam 1,1% da população brasileira, somando mais 5,1% se incluirmos aqueles que declaram tem alguma dificuldade. Esse tipo de deficiência foi a única que apresentou resultados estatisticamente diferenciados por cor ou raça, sendo mais comum em pessoas brancas (1,4%), do que em negros (0,9%). Ainda, cerca de 0,9% dos brasileiros ficaram surdos em decorrência de alguma doença ou acidente e 0,2% nasceu surdo. Do total de deficientes auditivos, 21% têm grau intenso ou muito intenso de limitações, o que compromete atividades habituais.

Causas dos problemas auditivos

Conforme a Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia, a exposição a sons intensos é a segunda causa mais comum de deficiência auditiva. Muito se pode fazer para prevenir a perda auditiva induzida por ruído, mas pouco pode ser feito para reverter os danos que ela causa. Algumas vezes, uma simples e única exposição a um som muito intenso pode ser suficiente para levar a um dano auditivo irreversível. Isso ocorre porque o som de alta intensidade lesa as células sensoriais auditivas, causando perda auditiva proporcional ao dano gerado, podendo levar a zumbidos e distorção sonora.

Ao contrário do que muitos imaginam, a exposição a sons intensos não atinge somente profissionais que trabalham em locais com elevado nível de ruído, como indústrias ou aeroportos, mas pode acontecer numa variedade de situações, que são muito frequentes no cotidiano da maioria das pessoas.

Além disso, a perda da audição também pode acontecer pela expo­sição a agentes químicos, seja de forma isolada ou em combinação ao ruído. Os produtos químicos são considerados substâncias ototóxicas exógenas, passíveis de induzir a hipoacusia ototóxica3 em tra­balhadores de variados seguimentos ocupacionais.São exemplos de agentes químicos ototóxicos: Solventes (tolueno, dissulfeto de carbono), fumos metálicos, gases asfixiantes (monóxido de carbono).

Outras situações também podem ser causadoras da perda auditiva:

  • O uso de alguns medicamentos antibióticos pode levar à perda de audição. Em alguns casos, o medicamento tem um efeito tóxico para o sistema auditivo.

  • [if !supportLists]Algumas infecções podem engatilhar uma perda de audição, como a meningite, caxumba e sarampo. Nesses casos, o que causa o problema pode ser a febre ou o próprio organismo que provocou a infecção. Em algumas situações onde uma gestante esteja com infecções como a sífilis ou a rubéola, o bebê pode nascer com problemas tais como a surdez.

  • Hereditariedade tem um papel muito importante na causa de uma perda auditiva. Se algum dos pais tiver uma surdez com uma causa não diagnosticada, as chances do bebê nascer com a mesma deficiência aumentam.

  • O acúmulo de cera de ouvido pode causar uma perda temporária da audição. Nessas situações, o uso das famosas hastes flexíveis não é recomendado, podendo agravar o problema temporário. É recomendada uma limpeza feita por profissionais, conhecida como Remoção de Cerúmem.

  • A idade também desempenha um papel crucial na perda auditiva. Conforme a idade do indivíduo avança, o sistema auditivo não funciona mais tão bem como antes, devido à debilitação das células do canal auditivo.

Como prevenir a perda auditiva?

Os sintomas iniciais da perda auditiva induzida por ruído são sutis, começando, na maioria dos casos, pelas frequências agudas. Consequentemente muitos indivíduos não percebem que apresentam uma perda auditiva induzida por ruído, pois todas as outras frequências sonoras estão dentro da normalidade, e continuam se expondo a ele por falta de orientação ou conhecimento.

No mundo em que vivemos nos dias de hoje, estamos cada vez mais expostos à ruídos e barulhos constantes, seja através das buzinas e trânsito nas grandes cidades, obras e construções, propagandas em carros de som ou até mesmo os barulhos de conversas em grandes aglomerações. Por essa razão, é importante cuidar da saúde dos ouvidos e prevenir a perda da audição.

É claro que estaremos expostos à esses barulhos querendo ou não, mas há algumas maneiras de suavizar os danos causados por toda essa exposição, como as listadas a seguir:

  • Controlar os sons mais comuns que ouvimos no dia a dia, como a televisão, música no celular ou em outros aparelhos de som. O segredo é não deixar nossos ouvidos chegarem ao ponto de se acostumarem com os sons muito altos.

  • Evitar o uso de fones de ouvido. Se não for possível, deixar o volume em um ponto onde ainda é possível ouvir sons externos, como a voz de outras pessoas.

  • Monitorar e controlar o nível de ruído no ambiente de trabalho, eliminado ou reduzindo aos níveis aceitáveis.

  • Utilizar protetores de ouvido quando for inevitável a exposição ao ruído acima dos limites permitidos, bem como os EPI’s (Equipamento de Proteção Individual) indicados para exposição aos agentes químicos ototóxicos.

  • Em ambientes como shows ou festas, não ficar perto das caixas de som e tentar descansar seus ouvidos em um ambiente silencioso após ser exposto a esses sons estridentes.

  • Utilizar medicamentos somente sob orientação e acompanhamento médico.

  • Fazer a limpeza correta dos ouvidos sem o uso de hastes flexíveis.

  • Procurar um profissional da saúde para checar se está tudo bem com o seu ouvido se houver casos de perda auditiva na família (pai ou mãe).

Hábitos que possam colocar a sua saúde auditiva em risco devem ser evitados ou feitos com moderação. A deterioração da audição pode acontecer através dos anos. Cuide do seu ouvido hoje para não haver problemas no futuro, já que na terceira idade esses hábitos podem acarretar em consequências sérias.

Fontes:

www.aborlccf.org.br

educa.ibge.gov.br/jovens/conheca-o-brasil/populacao/20551-pessoas-com-deficiencia.html

Revista Brasileira de Saúde Ocupacional; ISSN: 2317-6369; Perda auditiva associada à exposição ocupacional a solventes orgânicos: uma revisão sistemática

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