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Cuidados com a saúde auditiva

13/04/2020

Apesar da audição ser um dos sentidos mais importantes para os seres humanos, a perda auditiva é uma das deficiências mais comuns no mundo todo, é o que diz a OMS (Organização Mundial de Saúde).

 

Conforme o Censo de 2010, realizado pelo IBGE, considerando somente quem possui grande ou total dificuldade, as pessoas com deficiência auditiva representam 1,1% da população brasileira, somando mais 5,1% se incluirmos aqueles que declaram tem alguma dificuldade. Esse tipo de deficiência foi a única que apresentou resultados estatisticamente diferenciados por cor ou raça, sendo mais comum em pessoas brancas (1,4%), do que em negros (0,9%). Ainda, cerca de 0,9% dos brasileiros ficaram surdos em decorrência de alguma doença ou acidente e 0,2% nasceu surdo. Do total de deficientes auditivos, 21% têm grau intenso ou muito intenso de limitações, o que compromete atividades habituais.

Causas dos problemas auditivos

 

Conforme a Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia, a exposição a sons intensos é a segunda causa mais comum de deficiência auditiva. Muito se pode fazer para prevenir a perda auditiva induzida por ruído, mas pouco pode ser feito para reverter os danos que ela causa. Algumas vezes, uma simples e única exposição a um som muito intenso pode ser suficiente para levar a um dano auditivo irreversível. Isso ocorre porque o som de alta intensidade lesa as células sensoriais auditivas, causando perda auditiva proporcional ao dano gerado, podendo levar a zumbidos e distorção sonora.

 

Ao contrário do que muitos imaginam, a exposição a sons intensos não atinge somente profissionais que trabalham em locais com elevado nível de ruído, como indústrias ou aeroportos, mas pode acontecer numa variedade de situações, que são muito frequentes no cotidiano da maioria das pessoas.

 

Além disso, a perda da audição também pode acontecer pela expo­sição a agentes químicos, seja de forma isolada ou em combinação ao ruído. Os produtos químicos são considerados substâncias ototóxicas exógenas, passíveis de induzir a hipoacusia ototóxica3 em tra­balhadores de variados seguimentos ocupacionais.São exemplos de agentes químicos ototóxicos: Solventes (tolueno, dissulfeto de carbono), fumos metálicos, gases asfixiantes (monóxido de carbono).

 

Outras situações também podem ser causadoras da perda auditiva:

  • O uso de alguns medicamentos antibióticos pode levar à perda de audição. Em alguns casos, o medicamento tem um efeito tóxico para o sistema auditivo.

  • Algumas infecções podem engatilhar uma perda de audição, como a meningite, caxumba e sarampo. Nesses casos, o que causa o problema pode ser a febre ou o próprio organismo que provocou a infecção. Em algumas situações onde uma gestante esteja com infecções como a sífilis ou a rubéola, o bebê pode nascer com problemas tais como a surdez.

  • Hereditariedade tem um papel muito importante na causa de uma perda auditiva. Se algum dos pais tiver uma surdez com uma causa não diagnosticada, as chances do bebê nascer com a mesma deficiência aumentam.

  • O acúmulo de cera de ouvido pode causar uma perda temporária da audição. Nessas situações, o uso das famosas hastes flexíveis não é recomendado, podendo agravar o problema temporário. É recomendada uma limpeza feita por profissionais, conhecida como Remoção de Cerúmem.