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Postos de combustíveis começam a fornecer proteção respiratória aos frentistas

 Um avanço muito grande se deu no controle da presença de benzeno nos ambientes de trabalho após o Acordo Tripartite realizado entre sindicatos das empresas, sindicatos dos trabalhadores e o MTE em 1995. No entanto, o acordo não se aplica às atividades de armazenamento, transporte, distribuição, venda e uso de combustíveis derivados de petróleo, que devem ter regulamentação própria.

 

Desta forma, os postos de combustíveis, embora comercializem gasolina com porcentual de benzeno próximo a 1%, ficam desobrigados de cumprir as exigências do referido acordo, tais como implantação do PPEOB – Programa de Prevenção a Exposição Ocupacional ao Benzeno, embora a atividade de abastecimento dos veículos exponha as pessoas a vapores dos combustíveis, dentre eles a gasolina com presença de benzeno em porcentual variado.

 

“GASOLINA ADULTERADA – O teor de benzeno na gasolina também é uma questão preocupante. Pela legislação atual, desde 1999 é permitida a concentração de 2% dessa substância na gasolina e de 2,5% na gasolina premium. Contudo, já foram registrados casos de 8% de concentração em alguns postos, onde a gasolina é adulterada. “Este valor é muito alto, considerando que, na Europa, o máximo é 5%”, comparou. Costa informou ainda que deverá entrar em vigor uma nova legislação referente ao limite de concentração de benzeno em produtos domissanitários. Desde 1982, eles podem incorporar até 1% do produto em sua fórmula, mas essa proporção deve cair para 0,1%.” (EXCLUSIVO - EcoAgência de Notícias - 26-jul-03).

 

Em países onde a função do frentista não existe, a exposição durante o abastecimento dos veículos não se torna uma questão tão preocupante, uma vez que as pessoas só se expõem quando abastecem os seus próprios veículos, ou seja, uma, duas ou três vezes por semana, embora essa exposição não seja uma situação desejável, pois o Benzeno é uma substância reconhecida como carcinogênico humano, tanto na legislação brasileira (LINACH - grupo 1), quanto internacionalmente (ACGIH - A1[1]) e sabe-se que não há níveis realmente seguros para Fatores de Riscos cancerígenos. Agora imagine a frequência da exposição de um frentista que abastece diariamente dezenas, até centenas de veículos. A exposição frequente, mesmo em concentrações “baixas” durante longo prazo pode desenvolver doenças ocupacionais. A doença ocupacional associada a exposição ao Benzeno e a outros Compostos Orgânicos Voláteis (COV’s) presentes na gasolina é a leucemia. Diante desse cenário, podemos no mínimo considerar a situação desses trabalhadores merecedora de uma atenção especial.